Entre o amor e a prateleira: subjetivação de mulheres negras sob o dispositivo amoroso

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FAMINAS

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Este trabalho tem como objetivo compreender como o dispositivo amoroso atua na subjetivação das mulheres negras, produzindo sofrimento psíquico diante de um ideal amoroso e estético branco, eurocentrado e excludente. Discute-se de que forma o amor funciona como um dispositivo de controle e padronização das identidades femininas, especialmente quando atravessadas pelo racismo estrutural. A metáfora da "prateleira do amor" é utilizada para explicar como mulheres negras são historicamente colocadas em posições simbólicas de desvalorização afetiva, o que contribui para a negação de si e o comprometimento da saúde mental. Contudo, o estudo também aponta para estratégias de resistência e reexistência, como o culto à ancestralidade, a participação em religiões de matriz africana e o fortalecimento das redes de apoio entre mulheres negras, que possibilitam outras formas de subjetivação, baseadas na valorização da negritude, da autonomia e da coletividade.

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Projeto de Trabalho de Conclusão de curso apresentado ao curso de Psicologia da Faminas-BH, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Psicologia. Orientadora: Prof. Me. Luiz Felipe Viana Cardoso

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PEREIRA, Maria Eduarda Costa Lacerda; CARDOSO, Luiz Felipe Viana (orient.) Entre o amor e a prateleira: subjetivação de mulheres negras sob o dispositivo amoroso. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) Belo Horizonte: FAMINAS, 2025. 28 p. Disponível em:

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