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Recent Submissions

  • Item type: Item ,
    O luto de mães de filhos com deficiência física: reflexões para a psicologia
    (FAMINAS, 2026-07) TROTTA, Larissa de Sena; PEREIRA, Mirian Rodrigues; CARVALHO, Priscila Veloso de; ALVES, Fabíola Fernanda do Patrocínio (orient.)
    Esse trabalho resulta de uma pesquisa teórica que tem como objetivo discutir as contribuições da psicologia no processo de elaboração do luto vivenciado por mães diante do nascimento de filhos com deficiência física. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão narrativa da literatura, fundamentada em autores do campo da psicologia, dos Estudos da Deficiência e das Ciências Humanas, como Erving Goffman, Tom Shakespeare, Maria Helena Pereira Franco, Donald Winnicott e Maria Júlia Kovács, além de documentos oficiais da Organização Mundial da Saúde e da legislação brasileira. Inicialmente, discutimos a deficiência enquanto construção histórica, social e cultural, evidenciando como os estigmas e os discursos de normalidade produziram processos de exclusão e influenciaram a percepção social sobre os corpos considerados desviantes. A partir dessa contextualização, o estudo problematizou o sofrimento materno diante da ruptura entre o filho idealizado durante a gestação e o filho real, compreendendo tal experiência como uma forma de luto, marcada pela perda de expectativas, projetos e representações afetivamente investidas. As discussões apontam que o nascimento de uma criança com deficiência física pode mobilizar sentimentos de tristeza, culpa, frustração, medo e isolamento, exigindo das mães um intenso processo de reorganização psíquica e emocional. Nesse contexto, evidenciamos a importância da psicologia como campo de escuta, acolhimento e intervenção, contribuindo para a elaboração do luto, fortalecimento dos vínculos familiares, desconstrução do estigma e promoção da saúde mental materna. Além disso, o estudo destaca a relevância das redes de apoio, das políticas públicas e da atuação interdisciplinar no cuidado às famílias. Concluímos que compreender o luto como uma experiência legítima e singular é fundamental para evitar a patologização do sofrimento materno e favorecer práticas mais humanizadas, inclusivas e comprometidas com a singularidade das vivências de maternidade no contexto da deficiência física.
  • Item type: Item ,
    Humanização da Assistência de Enfermagem em Oncologia Pediátrica
    (FAMINAS, 2026) PEREIRA, Fernanda Neves da Silveira Rayner; FERREIRA, Vitória Luiza Santana; OLIVEIRA, Mariana Pereira de; MENDES, Fernanda Savoi (Orient.)
    O câncer infanto-juvenil corresponde a um problema de saúde pública, exigindo uma assistência humanizada integral durante todo o processo saúde doença. Nesse cenário, o enfermeiro desempenha um papel fundamental no cuidado à criança e à família, atuando não apenas nos procedimentos técnicos, mas também no suporte emocional, acolhimento e promoção da qualidade de vida. O presente estudo teve como objetivo descrever a atuação da enfermagem na assistência em oncologia pediátrica e na promoção de um atendimento mais humanizado e acolhedor. Trata-se uma Revisão Integrativa realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com busca utilizando os descritores " Enfermagem”, “Oncologia”, “Pediatria”, “Enfermeiro”, “Família”, “Terapêutica”, “Enfermagem pediátrica”, e “Apoio familiar”, e critérios de inclusão de artigos primários publicados entre 2017 e 2026. Os resultados evidenciaram que a assistência de enfermagem contribui significativamente para a qualidade no cuidado através o manejo da dor, criação de um vínculo terapêutico, apoio familiar, promoção de educação em saúde e atuação interdisciplinar. Conclui-se que a humanização da assistência é fundamental na contribuição de uma qualidade de vida da criança em tratamento oncológico, promovendo um cuidado individualizado, uma maior segurança, adesão ao tratamento e qualidade na assistência prestada ao paciente e seus familiares.
  • Item type: Item ,
    Atuação do enfermeiro na prevenção do pé diabético em pacientes com diabetes mellitus: uma revisão da literatura
    (FAMINAS, 2026) PIMENTEL, Andresa Martins; SOUZA, Wallan McDonald Soares (Orient.)
    O diabetes mellitus é uma doença crônica que representa um importante problema de saúde pública devido às suas complicações, dentre as quais se destaca o pé diabético, condição associada a lesões, infecções, hospitalizações e amputações. Nesse contexto, a atuação do enfermeiro desempenha papel fundamental na prevenção desse agravo, especialmente por meio da educação em saúde, avaliação periódica dos pés, identificação precoce de fatores de risco e incentivo ao autocuidado. O presente estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro na prevenção do pé diabético em pacientes com diabetes mellitus. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed e Google Acadêmico, contemplando artigos publicados entre 2018 e 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 22 estudos para análise. Os resultados evidenciaram que as principais ações de enfermagem estão relacionadas à consulta de enfermagem, avaliação clínica dos pés, educação em saúde e acompanhamento contínuo dos pacientes. Observou-se que intervenções educativas contribuem para o fortalecimento do autocuidado, redução de lesões e prevenção de amputações. Conclui-se que o enfermeiro possui papel estratégico na prevenção do pé diabético, sendo essencial para a promoção da saúde, identificação precoce de riscos e melhoria da qualidade de vida das pessoas com diabetes mellitus.
  • Item type: Item ,
    A naturalização da sobrecarga materna no cuidado familiar do sujeito com sofrimento mental
    (FAMINAS, 2026) CUNHA, Julia de Oliveira; MENEZES, Larissa Luzia; GUEDES, Marconi Martins da Costa (Orientador)
    A Reforma Psiquiátrica Brasileira promoveu a desinstitucionalização do cuidado em saúde mental, deslocando o eixo do tratamento para o território e inserindo a família como protagonista no processo de reabilitação psicossocial. Contudo, essa responsabilidade não foi distribuída equitativamente, recaindo de forma desproporcional sobre a figura feminina. O objetivo deste estudo é analisar os impactos da sobrecarga materna em mulheres que cuidam de filhos com sofrimento mental, investigando os fatores que contribuem para esse esgotamento e suas repercussões no bem-estar e na dinâmica social da cuidadora. Metodologicamente, realizou-se uma revisão narrativa de literatura, fundamentada em produções científicas nacionais publicadas entre 2015 e 2025, indexadas nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO e PePSIC. Os resultados apontam que o cuidado em saúde mental é massivamente feminizado, sustentado pela herança do dispositivo materno e pelo mito da mãe guerreira, constructos sociais que romantizam o sacrifício e invisibilizam o adoecimento dessas mulheres. Essa centralização gera sobrecargas objetivas e subjetivas severas, manifestadas em isolamento social, restrições socioeconômicas, culpa e sintomas depressivos, agravados pela fragilidade das redes de apoio e pelo desinvestimento do Estado. Foi possível concluir que a sobrecarga materna constitui um problema estrutural de gênero e saúde pública. Torna-se urgente que as políticas públicas e a Psicologia desconstruam a romantização da maternidade, assegurando espaços de escuta, suporte efetivo e o fortalecimento do cuidado de si para essas cuidadoras
  • Item type: Item ,
    Impacto das Tecnologias Terapêuticas no Controle do HIV/AIDS no Brasil: revisão de literatura e análise epidemiológica
    (FAMINAS, 2026) SILVA, Paola Dos Santos; FERNANDES, Fernanda Mara (Orient.)
    O presente estudo analisou o impacto das tecnologias terapêuticas, preventivas e diagnósticas no controle do HIV/AIDS no Brasil. Caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura associada à análise descritiva de dados epidemiológicos, com abordagem qualitativa e caráter exploratório, compreendendo o recorte temporal de 2015 a 2025. A busca bibliográfica foi conduzida nas bases PubMed, Scielo e BVS, integrada a indicadores de fontes oficiais como DATASUS, Ministério da Saúde e UNAIDS. Os resultados demonstram um panorama global e nacional de cronificação da doença, evidenciado pelo aumento de pessoas vivendo com HIV (40,8 milhões globalmente em 2025) concomitante ao declínio robusto na mortalidade. No Brasil, a taxa bruta de mortalidade recuou de 6,2 óbitos por 100.000 habitantes em 2018 para 3,4 em 2024, impulsionada pela disponibilização universal da Terapia Antirretroviral (TARV) de terceira geração e pelo avanço exponencial de 1,500% no uso de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Contudo persistem barreiras de equidade social e regional, novos casos anuais permanecem estáveis (cerca de 36 mil), concentrando-se em jovens, homens, populações pretas e pardas, e com severa centralização da PrEP no segmento de homens cisgênero gays (80,3%). Ademais, a ocorrência continua de coinfecções severas como a neurotoxoplasmose em pacientes com linfócitos T CD4+ inferiores a 200 células/mm³ funciona como marcador sentinela de diagnóstico tardio ou abandono terapêutico. Conclui-se que, embora o avanço farmacológico e o monitoramento molecular por carga viral apresentem alta eficácia biológica, o controle definitivo da epidemia demanda políticas públicas integrativas que mitiguem as desigualdades estruturais e facilitem o acesso de populações vulnerabilizadas.